INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, EDUCAÇÃO E MEDIOLOGIA: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA DOCENTE

Coodenadoras

  • Marina Delege
  • Ana Elisa Sobral Caetano da Silva Ferreira

Ao pensarmos nos sentidos emancipatórios da educação frente ao desenvolvimento tecnológico, especialmente à programação algorítmica e ao aprendizado das máquinas (machine learning) que têm apresentado inúmeros desafios para professores e alunos no período técnico científico e informacional (SANTOS, 2002), precisamos refletir sobre questões de letramento tecnológico (KERN, 2015) que vão além do uso dos mídiuns (DEBRAY, 1993 e 1995). Ao entendermos a programação algorítmica como uma linguagem (FERREIRA, 2021) que ao ser utilizada carrega determinados discursos, como afirma Ierado (2018) "os algoritmos não pensam, eles são fruto da consciência do programador frente a um modus cogitandi instrumental econômico-liberal insistente de um capitalismo que sempre transforma, mas que nunca altera seu princípio constante: a otimização de ganâncias e do poder econômico como um valor de si mesmo.", é preciso ponderar como o uso da tecnologia digital faz circular discursos (SALGADO & JÚNIOR, 2011) ligados à hegemonia econômica e cultural dos países onde as plataformas digitais e redes sociais são produzidas. As grandes empresas de big tech como Google, Apple, Facebook, Amazon, Microsoft e Twitter, dominam o mercado ocidental e como afirma Zuboff (2019) são responsáveis pelo surgimento e pela manutenção do Capitalismo de Vigilância. Assim, interessa a esse GT trabalhos que estudem aspectos relacionados à tecnologia digital, principalmente àquelas voltadas para educação e que trabalham com dados sensíveis de alunos e professores; pesquisas que explorem o letramento tecnológico como um meio de emancipação do discente e que incentivem o pensamento crítico diante da propagação de fake news em redes sociais; além de debater como a programação algorítmica pode ser vista como um atravessamento no processo de constituição do sujeito, interferindo na elaboração da sua subjetividade (FERREIRA, 2021); isso posto sobre um olhar discursivo-mediológico que tange a Análise do Discurso de linha francesa.

Submissões encerraram-se em 25 de Julho de 2023 às 23:59